Terapias, Matéria, Energia e Informação

Terapias e informação

Terapias, Matéria, Energia e Informação

Autor: Alvaro Domingues*

Nós que trabalhamos com terapias holísticas baseadas no conceito de energia muitas vezes nos limitamos a classificar algumas delas como energéticas ou vibracionais sem nos preocuparmos em ir um pouco mais fundo nos conceitos. Afinal o que interessa mais para nós é que funciona e não como funciona, não é mesmo?

Entretanto sempre é possível dar um passo além e isso tem se tornado fundamental por vários motivos. O mais importante deles é que, ao longo do tempo, têm surgido várias terapias diferentes que às vezes são mais do mesmo com outro nome o que nos obriga a nos posicionarmos diante do cliente de forma a dar-lhe segurança em nosso trabalho, sem usarmos o subterfúgio de pendurar um termo que não significa nada. Temos que mostrar que sabemos do que estamos falando e que sabemos bem, antes de usar um novo termo.

Informações são para sempre?

A questão da informação começou a ganhar importância primeiro com os primeiros estudos da Cibernética e mais recentemente, pela Mecânica Quântica.

Todos conhecem a Lei de Lavoisier: na natureza na se cria na se destrói, tudo se transforma. Ela é conhecida também como lei conservação da matéria. Com a Teoria da Relatividade, isso foi ampliado para a lei de conservação da energia, pois pela sua famosa equação (E=mc²) a matéria de massa m poderia ser transformada em Energia (E). O balanço energético do universo então seria contante.

Com o estudo dos buracos negros, que parecem contrariar a lei da conservação da energia, esta lei foi ampliada para lei da conservação da informação, que diz que num sistema fechado, toda a informação é mantida. Este sistema só pode gerar mais complexidade (mais entropia, no dizer da Termodinâmica e da Cibernética) a partir de um rearranjamento das informações. Por este modelo, nenhuma informação se perdeu no incêndio da Biblioteca de Alexandria, que poderia teoricamente ser recuperada a partir das cinzas e da fumaça. E estas informações continuam por ai, nos átomos das substâncias que se dispersaram no solo e na atmosfera.

Mas… o que isto em haver com terapias?

Quando olhávamos a partir de Lavoisier, víamos o universo como matéria. A partir de Einstein, como energia. E a partir da Física Quântica, como sendo informação.

Não se preocupem. Não bater na desgastada tecla de que tudo é quântico. Apenas vou aproveitar este modelo informacional para explicar algumas terapias.

A vantagem do ser humano é que, apesar dele ter um conjunto de informações que o define (o seu DNA), ele é um sistema aberto, pois ele troca informações com o ambiente e portanto é capaz de aprender.

Quando este indivíduo, que vamos chamar de Ana, procura um médico ou um terapeuta, é porque, no seu ponto de vista, este sistema chamado Ana não está funcionando como deveria. Vamos supor que ela esteja gripada. A doença, neste caso a gripe, pode ser vista com uma informação que o ambiente forneceu à Ana, através de um vírus (um sistema aberto como a Ana), gerando os sintomas (outras informações), que serão combatidos por alguns remédios (outras informações diferentes).

Se for um remédio alopático, que um médico alopata irá prescrever, as informações estão no Modelo de Lavoisier, ou seja, nas substâncias químicas que o compõe.

Vamos supor que Ana procure um médico homeopata e ele receite alguns glóbulos. Vamos supor que Ana tenha um certo espírito científico e resolva analisar um glóbulo. Ela não vai achar nada além do que foi usado para dar suporte ao remédio (por exemplo, farinha e açúcar). Onde está o remédio então?

Ana, que confia na homeopatia, resolve aplicar Einstein. A homeopatia seria, então, energética. Mas que energia estaria ali, se o remédio estava no armarinho do banheiro, fazia já alguns dias? As dinamizações? Elas são energia cinética, mas foram aplicadas somente no momento da feitura do glóbulo, como as substâncias químicas do remédio alopático.

Ana, lembra então da física quântica e da descrição que Hawkins fez da destruição da Biblioteca de Alexandria. O que tem ali são apenas informações, tal qual a cinza e a fumaça (que quimicamente são apenas cinza e fumaça) do incêndio!

De fato, a Homeopatia pode ser explicada desta forma: um remédio homeopático retém apenas a informação da substância ativa.

Isso no momento é apenas um modelo, que ajuda a explicar porque terapias como a homeopatia e os florais funcionam. Até que isto seja estabelecido como verdade científica tem um longo caminho (embora já existam pesquisas neste sentido).

As informações e as terapias

Algumas terapias seguem o modelo de Einstein. São as terapias energéticas. O Reiki, a acupuntura, a imposição de mãos, a radiestesia, a psiônica, entre outras. Embora o modelo energético dê conta do recado, acrescentar o conceito de informação traz benefícios para a sua compreensão. Por exemplo, pode se pensar que a energia utilizada no Reiki ela é enviada através de ondas que levam a informação dos símbolos ao interagente. A acupuntura corrige o fluxo energético através de uma informação transmitida pelas agulhas.

Mas há terapias baseadas diretamente na reorganização de informações:

  • Psicanálise, psicologia analítica, hipnose, programação neuro linguística e outras psicoterapias baseadas apenas na troca de informação entre interagente e operador;
  • Oráculos em geral, como Tarot, Runas, I Ching, etc.;
  • Números de Grabovoi;
  • Homeostase Quântica Informacional;
  • Tethahealing;
  • Homeopatia, Florais e outros vibracionais;
  • Mesas Radiônicas. A maioria delas busca reunir técnicas tanto energética quanto informacionais.

Há que se destacar a Mesa Rede Cristalina de Régia Prado, como um produto destinado a terapeutas que reúne várias técnicas tanto do ponto de vista energético como informacional, trabalhando, inclusive, o DNA energético do interagente.

A Xícara Cheia e as Informações

Há uma história zen, sobre um aprendiz que procura um monge para aprender alguma coisa com ele. O aprendiz chega cheio de ansiedade falando mais que a boca, enquanto que o mestre apenas seve chá em sua xícara. A xícara após poucos começa a transbordar e o aprendiz, ao ver o que estava acontecendo, alerta:

Mestre! O senhor tem que para de pôr chá!

O mestre sorriu e respondeu:

Para eu pode continuar a servi-lo, terá que esvaziar sua xícara.

servindo chá

É assim que chega um interagente ao nosso consultório. E parte do nosso trabalho será fazê-lo esvaziar a xícara, ou seja, permitir a retirada de velhas informações para que novas entrem.

As velhas informações são traumas, crenças limitantes, valores ilógicos arraigados. Parte do nosso trabalho é ajudar nosso interagente a esvaziar a xícara.

Nosso papel é ser o elemento externo que traz novas informações, pois se ele por si só tentar seguir seu caminho sem ao menos consultar um amigo, ele só pode reelaborar velhas informações e, no fundo, ficar com a xícara cheia do mesmo chá.

A sabedoria do chá

*Alvaro Domingues é oraculista, trabalhando com interpretação de sonhos, Tarot, Runas e Astrologia. Terapeuta holístico, combinando estes oráculos com Rei Ki, Cura Quântica e Mesas Radiônicas.

Escritor e poeta, autor do livro Sombras e Sonhos, que reúne contos de fantasia e ficção científica, cuja temática principal são os sonhos.

Co-criador, com Régia Prado do Tarot Psiônico de Ação Pulsada

5 Comentários
  • Célia Alves dos Santos
    Posted at 19:47h, 30 Junho Responder

    Muito esclarecedor o texto Álvaro. ….grata! !!!!

    • regiaprado
      Posted at 08:48h, 01 Julho Responder

      Bom que gostou, Célia

  • Andréia Preve.
    Posted at 01:00h, 02 Julho Responder

    Ótima explanação Álvaro.
    Gratidão !

    • regiaprado
      Posted at 21:51h, 02 Julho Responder

      Obrigado, Andreia

  • Adriene Penachio de Mello
    Posted at 10:12h, 06 Julho Responder

    Excelente! Esclarecedor. Acho, inclusive, que o texto nos serve para explicar ao cliente um assunto tão complexo . Grata.

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